segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Leilão para escolas

Impressionado com a alta taxa de analfabetismo de milhares de jovens de Paraisópolis, a segunda maior favela de São Paulo e a quinta maior do Brasil, habitada por cerca de 80 mil moradores, o cabeleireiro Wanderley Nunes organizou um leilão beneficente em prol da comunidade. O evento, marcado para segunda-feira (16), no Buddha Bar, em São Paulo, visa a angariar fundos para fortalecer o projeto Escola do Povo, que promove a alfabetização de jovens e insere cursos profissionalizantes, de cabeleireiro, cozinheiro e estilista, na formação escolar. “São 15 mil jovens precisando de estudo e vamos oferecer escola técnica para eles”, disse Nunes, que pretende arrecadar mais de 3,8 milhões de reais com as peças leiloadas.

Influente no meio artístico, o cabeleireiro, que começou a trabalhar aos 12 anos, como engraxate na barbearia do pai, em Maringá (PR), conseguiu juntar dezenas de peças valiosas de seus clientes e amigos famosos, como o músico Bono Vox, o modelo Jesus Luz e as atrizes Christine Fernandes e Claudia Raia. “Ainda estou esperando alguma doação da Madonna, e a atriz americana Mariel Hemingway já confirmou presença no evento”, afirmou Wanderley. Enquanto recebia a reportagem de QUEM em seu salão, o Studio W, no Shopping Iguatemi, peças doadas por artistas continuavam chegando, como um retrato doado por Luciano Huck e um quadro do artista plástico americano Jay Milder, avaliado em cerca de 1 milhão de reais.

DESIGUALDADE SOCIAL
“Os governos e as comunidades têm que ver que é possível se organizar para combater os problemas”, disse Gilson Rodrigues, presidente da União dos Moradores de Paraisópolis e coordenador do projeto. Para o líder comunitário, os moradores, em sua maioria nordestinos que buscam uma vida melhor em São Paulo, sofrem preconceito por causa do analfabetismo. “O principal motivo de desigualdade social é a ausência de escolas. Ninguém quer dar emprego a quem não sabe ler e escrever”, falou Rodrigues.

Uma das histórias que motivou a iniciativa de Wanderley foi a de Luciana Rodrigues da Silva, que, aos 14 anos, abandonou os estudos, em Palmares, no interior de Pernambuco, para seguir com a família em busca de oportunidades em São Paulo. Na capital paulista, a menina foi morar em Paraisópolis e começou a trabalhar como empregada doméstica. Em 2007, quando fez 22 anos, procurou a Escola do Povo e conseguiu voltar a estudar. “Pedi para meus patrões me darem um caderno. Até para limpar o chão é preciso ter ensino completo”, disse Luciana. No ano passado, quando começou a cursar o 9º ano do ensino fundamental por meio do projeto, a jovem deixou o antigo emprego e passou a dar aulas a crianças. “Minha meta agora é fazer faculdade”, afirmou. “Com o Wanderley, que é uma pessoa pública, levantando essa bandeira, sei que vamos mudar a vida das próximas gerações”, afirmou o coordenador do projeto Escola do Povo.
Fonte: Revista Quem

Por um futuro colorido

Por Vera Ligia Rangel
A ideia de organizar o paint a Future, projeto que aposta na realização dos sonhos infantis, surgiu há sete anos. A artista plástica e curadora holandesa Hetty van der Linden, 64, estava na Argentina, em um evento com executivos, empresários e políticos locais. Durante o jantar, a mulher de um dos participantes contou que já tinha sido assaltada várias vezes por menores infratores na porta de um supermercado próximo. “Quando terminou o encontro, saí do restaurante sozinha, a pé, e me deparei com crianças pedindo dinheiro na rua. Dei os pesos que tinha na carteira e comecei a conversar com elas. Perguntei se tinham casa e família e o que faziam para sobreviver. Uma delas respondeu: ‘Nós roubamos madames no supermercado’. Eu fiquei muito impactada com a revelação”, diz.

A partir desse momento, Hetty sentiu que deveria unir os extremos, ricos e pobres, em prol de um mundo melhor. Só não sabia ao certo como viabilizar isso. Mas, pouco tempo depois, ela descobriu que artistas doavam parte das suas obras para um orfanato na Croácia, onde moravam crianças cujos pais morreram na guerra. Surgiu, então, o insight para o Paint a Future. De volta à Espanha, onde vivia, Hetty enviou um e-mail para amigos artistas: “Quem gostaria de vir a Toledo para pintar um mundo melhor?”. Em pouco tempo, o castelo que ela conseguiu disponibilizar para o evento ficou lotado de artistas que começaram essa ação solidária mundial, pintando quadros baseados em desenhos infantis.

Hoje, o projeto consiste em visitar regiões remotas de países como Brasil, Chile, Peru, Uruguai, Bósnia, Croácia, Madagáscar, Tunísia, Marrocos e Moldávia, munida de papel, pincéis, tinta e um desejo enorme de ajudar. Para chegar a esses vilarejos, Hetty vai até montada em mula quando não há acesso por carro. No local, reúne as crianças e pede para elas fecharem os olhos e imaginar seus desejos. Em seguida, orienta todas a usarem o pincel como se fosse uma varinha mágica e com ele desenhar seu maior sonho. São produzidos até 100 desenhos em um único dia. Mas Hetty não conta o que as crianças receberão em troca. “Não quero criar expectativas falsas”, diz. Os desenhos, entretanto, são entregues a vários artistas envolvidos no projeto. Eles escolhem alguns, se inspiram e recriam telas que são vendidas em museus e galerias. O dinheiro obtido é todo investido na realização dos desejos e das necessidades da criança autora dos desenhos.


Mundo de sonhos

Os meninos e garotas que participam do Paint a Future desejam desde coisas bem específicas, como um par de galinhas para garantir ovos a toda família, uma bicicleta, um computador ou um aparelho auditivo, até sonhos maiores, como uma casa ou uma escola. Nesses casos, muitas vezes, o dinheiro ajuda não apenas a criança que fez o desenho, mas também sua família e outros membros da comunidade. “Em Madagáscar, por exemplo, várias crianças desejavam estudar. Então, conseguimos montar uma escolinha”, diz Hetty. Há ainda desejos que só poderão ser concretizados na idade adulta. “Já tivemos o caso de um menino que sonhava ser caminhoneiro. Então, abrimos uma poupança para no futuro ele conseguir tirar a habilitação de motorista e talvez até dar a entrada num caminhão”, diz Hetty.

O Paint a Future ajudou mais de 1.000 crianças no mundo. Para sua realização, conta com o apoio de parceiros, como os donos de hotéis que se responsabilizam pelos custos de hospedagem dos artistas; a empresa holandesa Royal Talens, que doa telas, pincéis e tintas; além do apoio de bancos, galerias de arte e voluntários. Os artistas envolvidos são a peça-chave do trabalho, já que criam até dez quadros em cada evento sem receber nenhuma porcentagem pela venda deles.

Etapa brasileira
No Brasil, o Paint a Future atua há cinco anos. Desde o início, teve o apoio dos proprietários das pousadas Ilha do Papagaio, que fica na ilha do mesmo nome, próxima a Florianópolis, e Quinta do Bucanero, localizada na Praia do Rosa, também em Santa Catarina. “A ideia de trazer o projeto para cá foi do Bocão, dono da Quinta. Ele conheceu a Hetty em pleno deserto do Atacama, no Chile, e nos convenceu a patrocinar o evento”, diz Renata Sehn, sócia da Ilha do Papagaio.

A última versão do Paint a Future aqui aconteceu no início de maio. Durante 12 dias, artistas do mundo todo se revezaram entre as pousadas Natur Campeche, em Florianópolis, Ilha do Papagaio e Quinta do Bucanero para pintar quadros baseados em desenhos de crianças do Chile e do Peru. “Acho inspirador usar recortes do que a criança pintou em um quadro e fico feliz em beneficiar tanta gente”, diz a artista plástica holandesa Ria Nieswaag, 60 anos, que participa da ação desde o início. “Fiquei envolvido por este projeto e ele me dá inspiração para outros trabalhos”, afirma o artista argentino Alejandro Teves, 35 anos, que já produziu 17 quadros para o Paint a Future.

Durante esta temporada brasileira, Hetty contou ainda com a colaboração de artistas mirins muito especiais. Crianças da Apae — Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais — fizeram desenhos que se transformarão em quadros para auxiliar as crianças carentes da América do Sul. E também teve a ajuda de outras crianças que customizaram sandálias, cuja venda tem como objetivo ajudar uma comunidade peruana.

Passado e futuro
Quando questionada sobre os resultados do projeto, Hetty volta no tempo. Na infância, tinha dois sonhos: ser médica para cuidar da população da África ou ser Robin Hood para diminuir as injustiças. Ela não seguiu literalmente esse caminho, mas por meio do Paint a Future leva bem-estar para crianças que estão abaixo da linha da pobreza, utilizando doações daqueles que têm mais recursos. “Encontrei uma forma justa de realizar meu sonho. É gratificante ver uma criança doente que sobreviveu, outra que não tinha casa e agora tem onde morar”, diz. “Mas por enquanto ainda são milhares de sonhos, centenas de artistas e apenas dezenas de compradores”, afirma Hetty. O maior sonho da artista hoje? Ajudar pessoas em locais ainda mais distantes e expor e vender todos os quadros produzidos durante os eventos. Mais informações em http://www.paintafuture.org/.
Fonte: Revista Marie Claire

Ilha da Cultura

A Ilha da Cultura nasceu do poder que todos nós temos de transformar sonhos em realidade. Tantas desigualdades e injustiças sociais fizeram com que um sentimento de inconformidade crescesse em um jovem guaranesiano que começou a trabalhar para modificar essa realidade. Na impossibilidade de criar um novo mundo, ele pensou em como podia transformar a realidade na qual vivemos. Foi assim que surgiu a idéia do Espaço Ilha da Cultura que visa a inclusão social e cultural, através do acesso a informação, a leitura e a formação de leitores.

Esse jovem se chama Leandro Augusto de Andrade, e na época dessa idéia, ele tinha apenas 21 anos. Depois de ter cursado 3 anos a faculdade de Comunicação do UNIFEG ele viajou para São Paulo para trabalhar em uma ONG de inclusão social que atua em várias comunidades em situação de risco social, vendo, aprendendo e obtendo várias informações de como funcionava o auxílio dessa população e aprendendo a ser um cidadão consciente de seu dever dentro da sociedade, ele resolveu voltar para Guaranésia e realizar algo, que por mais que parecia pequeno, poderia mudar o mundo: Valorizar cada ser humano, dando a oportunidade de conhecer diferentes costumes, diferentes idéias e lugares, além de se tornar um cidadão consciente e ter em suas mãos soluções para as dificuldades de seu dia-a-dia, tudo isso através do ato da leitura. Assim nasceu o Projeto Ilha da Cultura!

Tudo começou com a Campanha ’Doe um Livro’, em abril de 2007, onde o próprio Leandro distribuiu quatro caixas de coleta em alguns pontos da cidade e alguns cartazes falando da Campanha, com esse trabalho ele conseguiu arrecadar mais de mil livros. Leandro fez também um site da Campanha, assim outras cidades do Brasil poderiam conhecer e doar livros e foi isso que aconteceu: livros e mais livros vieram de todas as partes do país. No mesmo ano Evando dos Santos, do Rio de Janeiro, conheceu o projeto de Leandro e enviou para casa dele dois caminhões repletos de livros, mais de 4 mil livros. Esses livros ficaram na casa de Leandro, e a ’biblioteca’ funcionava lá mesmo. Como o objetivo do jovem era montar a biblioteca na comunidade do Bairro Bom Jesus, ele começou a buscar recursos para abrir esse espaço enviando o Projeto para a Prefeitura e para as empresas da cidade.

No meio do ano de 2008, Leandro conseguiu fazer uma grande parceria com Mauro César da Silva, do Grupo Máscaras dando personalidade jurídica ao projeto.

Como não conseguiu viabilizar um espaço via poder público, ele reafirmou a idéia de biblioteca comunitária e no final de 2008, algumas empresas apadrinharam o projeto e começaram a financiar os custos do espaço, como aluguel , água e energia elétrica.

Enquanto uns capitalizam a realidade, outros socializam os sonhos, e socializando esse sonho, Leandro recebeu ajuda para a biblioteca de algumas empresas da cidade, além do voluntariado jovem do Leo Clube de Guaranésia.

Com toda ajuda de empresas, dos voluntários, da comunidade,e da família, em 28 de fevereiro de 2009, Leandro Andrade consegue abrir as portas da Ilha da Cultura para a comunidade.
Foi um evento histórico na cidade, pois um jovem de 22 anos, sem nenhuma condição financeira de realizar um projeto desse porte, sem nenhuma ajuda da prefeitura, sem nenhum apoio político ou religioso conseguiu mobilizar algumas pessoas e empresas que acreditaram nesse seu sonho e ajudaram a construir uma realidade. Tudo isso com um só objetivo: levar a leitura e conhecimento à comunidade.

Outro fato interessante nessa maravilhosa ’luta literária’, é que Leandro ganhou um concurso do Pontos de Leitura promovido pelo Ministério da Cultura, com isso a iniciativa da Ilha da Cultura é reconhecida pelo Governo Federal como Ponto de Leitura e recebeu um Kit que é composto de cerca de quinhentos títulos, um computador, uma impressora, um tapete emborrachado, almofadas, puffs e estantes. Tudo isso para ser usado pela comunidade gratuitamente.

Hoje a Ilha da Cultura conta com mais de 10 (dez) mil livros, cerca de 200 são emprestados por mês, e todos eles são disponibilizados gratuitamente, um voluntário que atende os leitores na Ilha, a mãe do idealizador, Luzia Souza, cuida do espaço e atende as crianças todo final de tarde e empresários empreendedores sociais ajudam a manter o espaço, além do Grupo Máscaras que cuida da parte burocrática e da legalidade do projeto.

Para conhecer melhor o projeto acesse: http://www.ilhadacultura.org.br/
Fonte: Projeto Generosidade

Recanto dos Querubins

Todos os dias chegamos ao CEI, percebemos os rostinhos de cada criança e logo um coro se inicia gritando o nome da professora que chega e mil abraços a cercam, num ato de amor demonstrado com sinceridade e afeto. São essas pequenas atitudes que encorajam a todos os profissionais a persistirem num sonho de vida, num sonho de educação iniciado em 1999 no bairro Jardim Sofia em Joinville – S.C.

A implantação do Centro de Educação Infantil Recanto dos Querubins ocorreu para suprir a carência de educação infantil neste bairro e assim deu-se início a uma história de lutas, de conquistas, de parcerias, de amor e de muito trabalho em prol das crianças e adolescentes.

Diferente da visão que se tem do Sul do país, em que se pensa que não há dificuldades em relação à educação, sabe-se que atualmente milhares de crianças com idade entre 0 e 6 anos encontram-se fora das instituições de educação infantil por falta de vagas, implicando na não garantia de seus direitos e de suas famílias que precisam desempenhar funções no mercado de trabalho para que possam proporcionar uma vida mais confortável a seus filhos, como é a situação da maioria das famílias brasileiras.

“Falar do CEI Recanto dos Querubins para mim, é falar da minha própria história. A gente ta aí no mercado de trabalho, construindo caminhos para realizar os sonhos e nesta contra partida tem os filhos. E aonde deixar? Na época que eu tive o primeiro filho eu não parei de trabalhar, não parei de estudar. Tive o segundo filho, agora tenho a terceira filha e o CEI Querubins participou de tudo isso. Ajudou, contribui para que eu pudesse trabalhar tranquila, sabendo que eles estavam num local seguro, sendo assistidos, além da assistência, com educação, com recreação, sendo atendidos em todos os aspectos” (Relato de Sandra - Mãe da Giovana – 5 anos)
Ao longo de 11 anos de atividade, o CEI vinculou-se à comunidade, não só do bairro Jardim Sofia, mas também do bairro Jardim Paraíso com a implantação da segunda unidade neste bairro, motivada pelo grande número de famílias que procuravam por vagas no bairro Jardim Sofia por causa da pouca oferta no seu bairro.

Além disso, no bairro Jardim Sofia inexiste atividades de cunho social, educacional, esportivo e cultural destinado para o contra turno escolar, favorecendo a vulnerabilidade de crianças, adolescentes e jovens da comunidade. Já no bairro Jardim Paraíso, também atendido pelo CEI Recanto dos Querubins, este atendimento existe, porém é escasso a demanda populacional.

Pensando na garantia do direito das crianças e adolescente, constituído em Lei, o CEI Recanto dos Querubins desempenha suas atividades tendo como missão: oferecer Educação Infantil à crianças de 1 a 5 anos através das propostas pedagógicas baseadas nas necessidades e curiosidades das crianças, indissociando o cuidar e o educar e complementando a ação da família; e os projetos sociais visam proporcionar, às crianças e adolescentes atendidos, condições para inserção social, cultural, esportiva e comunitária contribuindo para sua autonomia.

Garante-se às crianças acompanhamento pedagógico, horário flexível à necessidade das famílias, alimentação balanceada, repouso e atividades extracurriculares como: recreação infantil e contação de histórias. A ação prioritária é a valorização das crianças nas práticas cotidianas, através da proposta baseada na pedagogia de projetos. Valoriza-se as múltiplas linguagens infantis, estimulando as habilidades de cada criança a partir das atividades desenvolvidas, que priorizam a liberdade de expressão e o estímulo à curiosidade, disponibilizando as crianças os espaços necessários para realizarem os seus questionamentos.

O principal resultado é o desenvolvimento das potencialidades e o envolvimento das crianças através do aprender brincando em um contexto sócio–educativo-cultural diferenciado, que estimula as habilidades individuais e coletivas a partir de situações formais e informais, como o agrupamento das crianças por faixa etária diferentes em determinadas situações, a troca e organização de espaços adequados a cada linguagem explorada com a criança, ou mesmo para que a criança deixe transparecer os saberes intrínsecos nela, favorecendo a inserção em realidades que normalmente escapam às práticas tradicionais, valorizando, transmitindo e construindo cultura na infância.

“O meu filho, depois que ele começou a vir para o CEI, ele se desenvolveu bastante e o que ele aprende aqui, ele chega em casa e quer fazer também, quer falar, quer ensinar. Então para mim é muito importante o Querubins, ele me acolheu, acolheu o meu filho aqui está tendo um desenvolvimento muito bom e então estou muito feliz com o Querubins” (Relato de Zélia – Mãe do Carlos Eduardo – 3 anos)
Mas para que haja sucesso nesta proposta é necessário um investimento financeiro que nem sempre é possível suprir devido à condições financeiras precária das famílias, principalmente no bairro Jardim Paraíso, onde grande parte da população reside em área de invasão por não ter possibilidade de adquirir um imóvel de acordo com a legalidade. A contribuição das famílias é imprescindível para o bom funcionamento das atividades da instituição, pois as parcerias estabelecidas até o momento não suprem todas as despesas.

Hoje, com duas unidades, o CEI Recanto dos Querubins ainda passa por dificuldades financeiras, isso porque mesmo com todas as parcerias estabelecidas é necessário outras que possam suprir os investimentos destinados às crianças.

Pensando nisso, em 2010 foi criado a central de captação de recursos da instituição, que visa a elaboração de projetos destinados a instituições e financiadores preocupados com o desenvolvimento da educação e cidadania. Além disso, este setor é responsável em captar recursos para a implantação de projetos para crianças e adolescentes entre 07 e 18 anos, com os quais busca atender nas áreas: esportiva, ambiental e cultural.


Atualmente, estão em andamento os projetos: “Escolinha de Basquete” em parceria com a Brascola e a Escola de Educação Básica Senador Rodrigo Lobo que atende 100 crianças entre 7 e 16 anos com atividades esportivas. O projeto “Jornada Cultural – Aulas de Música” aprovado pelo Fundo da Infância e Adolescência e aguardo o recurso, e o “Projeto Cultivando sementes, aprendendo a preservar a vida – Educação Social e Ambiental” aprovado pela Fundação Municipal do Meio Ambiente – FUNDEMA, já em andamento e engajado as 160 crianças da educação infantil e comunidade em geral. Os principais resultados esperados são: o desenvolvimento de atividades sócio-educativas que possibilitem a diminuição da vulnerabilidade social, promovendo momentos estimulantes com aulas que ampliem a cultura dos atendidos e a manifestação de suas habilidades que serão refletidas posteriormente em suas vidas.

“Não é só a Educação Infantil, o CEI Querubins proporcionou para o bairro outras oportunidades” (Relato de Sandra - Mãe da Giovana – 5 anos)
As parcerias estabelecidas e que atualmente destinam-se para a manutenção da Educação Infantil não apresentam período de validade, sendo principais parceiros: Prefeitura Municipal de Joinville; Colégio Cenecista José Elias Moreira; Vama Industrial LTDA e Plastmix Moldes e Matrizes LTDA, Calçados Apollo; Sesc Joinville, Fundema com o financiamento do projeto “Cultivando sementes aprendendo a preservar a vida” e o FIA (Fundo da Infância e Adolescência) com o financiamento do projeto “Jornada Cultural”. Além disso, temos parceria com a Brascola para a realização do projeto “Escolinha de Basquete”.

“Há algum tempo atrás eu conheci a Alessandra, Marta e essas pessoas que fazem o Recanto dos Querubins e foi muito importante porque nós temos uma visão de que a solidariedade foi esquecida pelos homens. E essas pessoas que a gente conheceu, elas tem exatamente uma visão muito próxima do que a gente acha que deva ser o trabalho de nós que queremos mudar um pouquinho, transformar um pouquinho a nossa sociedade” (Relato de Alberto Bial – Técnico do time de Basquete Joinville e apoiador do projeto).

As atividades iniciaram contando apenas com voluntários e parceiros da comunidade, ao longo do tempo, com o crescimento e aprimoramento das atividades é que algumas atribuições profissionais foram surgindo.

Sendo uma necessidade social que atua numa área de extrema importância: a “Educação”, e tendo compromisso com os atendidos, a Instituição buscou em empresas locais e órgãos públicos a garantia de recursos financeiros para manutenção e melhoria dos serviços, e a contrapartida no pagamento das despesas conta com a contribuição das famílias, conforme renda per capita e também a realização de eventos para arrecadar recursos.

A relação da Instituição com a comunidade é aberta. As famílias, dentro das suas possibilidades, auxiliam voluntariamente na manutenção da instituição prestando serviços de acordo com suas aptidões, também participam ativamente dos eventos promovidos pelo CEI em que realizam atividades com seus filhos e todo o corpo docente da instituição.

Além de abrir espaço para as famílias, a Instituição disponibiliza o espaço para pessoas que necessitam cumprir penas alternativas, estas são encaminhadas pelo Ministério da Justiça após apresentarem perfil adequado para prestarem serviços na instituição.

Constantemente a instituição promove vivências com as famílias, reuniões de pais e reuniões individuais para constatar o que pode ser aperfeiçoado e melhorado no CEI, pois os mais interessados no funcionamento adequado da instituição são os pais que privam pelo bem estar de seus filhos.

Além das atividades com as famílias é realizado a cada 2 meses uma parada pedagógica em que os professores e funcionários da instituição se dedicam para se aperfeiçoar e opinar sobre melhoramentos possíveis para o bom funcionamento do trabalho.

Para 2010 a meta da instituição é implantar o projeto espaços temáticos em que serão organizados os espaços: biblioteca, brinquedoteca, ateliê de artes e ciências, recreação infantil e parques infantis, os materiais para essa implantação já foram aprovados pela Central do Dízimo – PROVIDA e será destinado a unidade Jardim Sofia, já para a unidade Jardim Paraíso as propostas já foram encaminhadas e estão aguardando aprovação.

Para 2011 nossa meta é implantar o projeto Jornada Ampliada – Plantando sonhos, desabrochando esperanças e construindo o futuro, que visará contribuir para o desenvolvimento integral de 150 crianças e adolescentes de 6 a 18 anos, oferecendo um espaço com atividades educacionais, esportivas e culturais no período de contra turno escolar e noturno.

“A gente só pode ser feliz e estar um pouco mais confortável, quando nós tentamos ajudar os outros. E o Recanto dos Querubins ele é muito próximo do que a gente quer. E sem essa ajuda de um pelos outros, uns aos outros, a gente vai continuar estagnado e retrocedendo, e acabando com essa maravilha que é a nossa vida” (Relato de Alberto Bial – Técnico do time de Basquete Joinville e apoiador do projeto).

Por isso, buscamos ajuda e financiadores que se engajem a este ideal, que educa e proporciona dignidade aos atendidos. Este é um projeto de vida que envolve muitas vidas em busca de educação de qualidade, respeito a individualidade, trocas de experiências, amor e afeto, pois somos uma família e pensamos sempre no bem estar de todos. Para isso, contamos com muitas parcerias e todos podem fazer parte desta história, contribuindo para a manutenção e permanência das atividades da instituição.

Para saber mais acesse:
http://cei-recantodosquerubins.blogspot.com/
Fonte: Projeto Generosidade

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A difícil realidade do preconceito

O preconceito no ambiente de trabalho é algo muito mais comum do que podemos imaginar. No entanto, uma pessoa não deixa de ser competente pela cor de seus cabelos ou de sua pele – muito menos pelas suas crenças quanto à religião, política ou opção sexual. Competência se refere à capacidade de uma pessoa desempenhar determinada tarefa ou função, e isso nada tem a ver com tais questionamentos.

Infelizmente, o ser humano já possui naturalmente uma tendência a pré-julgar acontecimentos, coisas ou pessoas, de acordo com sua experiência ou vivência. Entretanto, muitos desses pré-julgamentos são permeados de outros pré-conceitos, o que acaba gerando uma bola de neve. Em nossa vida pessoal, nem sempre somos exemplos de humanismo e acabamos, vez ou outra, cometendo alguns atos discriminatórios. Entretanto, o que defendo aqui é a obrigação que todos nós temos de respeitar as opções ou peculiaridades de cada um.

O principal foco do meu trabalho é a seleção de profissionais para as outras empresas. Já imaginou se eu deixasse de apresentar um excelente profissional a um cliente por causa de alguma característica que foge dos parâmetros idealizados pela sociedade?! Isto seria inaceitável. Todos somos livres para ir e vir, e uma deficiência física ou uma ideologia particular não podem interferir em nossas capacidades comportamentais e, principalmente, técnicas e intelectuais.

É ignorância pensar que um profissional, para ser excelente, depende de escolha religiosa ou sexual, peso, aparência, sexo, idade, situação socioeconômica ou raça.

Existem situações que, infelizmente, ainda não conseguimos mudar. Como exemplo disso, posso citar o fato de as mulheres possuírem salários muito inferiores aos dos homens, mesmo ocupando cargos equivalentes. Isso vem da cultura altamente machistas que dizia que a mulher deveria ficar em casa cuidando dos filhos, enquanto os homens garantiam o sustento da família. Quando a mulher deu entrada no mercado de trabalho, acabou ocupando cargos mais operacionais e, até hoje, quando chega a postos mais estratégicos, tendem a ganhar menos do que os homens. É ou não é, de certa forma, um ato discriminatório?

Sinto-me na obrigação de defender qualquer tipo de diferença, pois sei que o bom profissional é traçado por altas doses de vontade de crescer, visão de mercado, crescimento intelectual, desenvolvimento de habilidades e, principalmente, por suas competências comportamentais: capacidade de liderança, relacionamento interpessoal, visão sistêmica etc. É ignorância pensar que um profissional, para ser excelente, depende de sua escolha religiosa ou sexual, de seu peso, aparência, sexo, idade, situação socioeconômica ou raça.
Fonte: Amanhã

Que filhos deixaremos para o planeta?

Por Regina Migliori*

Um dos aspectos que mais vem sendo usado como estímulo para atitudes sustentáveis é o apelo à responsabilidade pela herança que deixaremos para nossos filhos e netos.

Há um esforço concentrado para apagar a luz, economizar água, plantar árvores, deixar o carro na garagem, substituir o copo descartável, separar o lixo, dialogar com stakeholders, produzir relatórios de sustentabilidade, participar de eventos e debates sobre o tema, analisar as políticas públicas, acompanhar o cenário internacional, defender a Amazônia.

Para complicar mais ainda, há quem acredite que é preciso fazer tudo isso sem baixar os indicadores de consumo, mantendo o permanente aumento das necessidades produzidas pelo marketing em um mercado que precisa crescer sempre; que é impensável abalar o nível de desenvolvimento econômico desejado, a rentabilidade dos bancos e das empresas, o salário de todo mundo, o volume de carros produzidos, sejam poluidores ou não. Contribuímos para o aquecimento global com a destruição de florestas - coisa de país pobre. Mas também poluímos em função das atividades de produção - coisa de país rico.

Sem falar nas pequenas dificuldades do cotidiano pessoal. O que fazer com a banheira de hidromassagem, seus milhares de litros de água e espuma? E as sacolas de plástico que insistem em nos acompanhar na feira, no mercado, na loja, contendo um volume de compras que não cabe naquela sacolinha fashion, feita de material reciclado, que custou caro à beça, mas não resolve o problema de carregar as compras da família.

E o dia sem carro? Como sair de bicicleta em um dia de chuva, sem chegar ao trabalho em frangalhos, justo no dia de apresentar um importante projeto à diretoria? O carro combina com o status da posição na empresa, a bicicleta não. Fazer o que? Trocar de veículo, de emprego, de postura pessoal? Sem dúvida, reciclar é preciso. Mas já vi gente comprando latinhas extras no super mercado, só para ganhar a competição da reciclagem do lixo.

Desse jeito a conta não fecha. Então a gente compensa. Paga créditos para poluir com a consciência tranqüila, ou calcula o tamanho do estrago pessoal e planta árvores, enquanto seu lobo não vem. Mas a fábula não acabou, e o lobo vem vindo.

Talvez, o envolvimento com estes dilemas esteja nos ocupando tanto, que não resta tempo para percebermos o que vem ocorrendo com nossos filhos e netos. Que exemplos inspiradores praticamos no dia-a-dia da nossa convivência? Será que eles estão acompanhando o que de fato é relevante na atualidade? O que ensinamos a esta gente, para que conduzam novos trajetos de vida no curto prazo? Quem são os filhos que estamos deixando como herança para o planeta? O que precisamos mesmo é de uma profunda mudança de mentalidade, acompanhada de muita inteligência, competência e boa vontade. De onde virá isso?

com algumas poucas providências, que sem dúvida são relevantes, mas que nem de longe dão conta de atender aos desafios com os quais a humanidade está se defrontando. Em primeiro lugar, compreender que um modelo sustentável não se reduz às questões ambientais. Se é na mente das pessoas que se estruturam os modelos desestabilizantes da vida no planeta, então é da mente das pessoas que surgirão as soluções. Ou não. Tudo depende da forma como estas mentes estão se desenvolvendo.A onda da sustentabilidade corre o risco de se reduzir a modelos estereotipados. É preciso tomar cuidado

As soluções para as crises ambientais, econômicas, políticas, sociais passaram a depender de decisões de alcance global. Pela primeira vez na história, temos que nos entender como humanidade, como cidadãos planetários. A raiz dos desafios reside em encontrar parâmetros universais, harmonizar a diversidade, avaliar necessidades de forma equânime, viabilizar providências eficazes para nossos problemas globais. Esta pauta está presente em todas as áreas de atuação, exigindo novas formas de pensar e agir.

Porém, não dispomos destes métodos. Não sabemos bem o que fazer. Nesta circunstância, a primeira providência é admitir que o “não conhecido” é muito maior do que o “conhecido”.

Se não conhecemos as respostas para os desafios da atualidade, é preciso interromper o círculo vicioso, autoritário e pouco inteligente, em que exigimos das crianças e jovens que nos devolvam a resposta certa. Esta postura é mantenedora de modelos. Crescerão como adultos adaptados ao modelo vigente, com pouca capacidade criativa e grande aptidão para repetir mais do mesmo. Caso consigam um emprego, exigirão muito esforço das equipes de RH, que por sua vez, centradas no mesmo modelo ultrapassado, insistem em desenvolver competências que já nem sabem mais para que servem. Este circuito pode ser rompido com ousadia, ética, inteligência, responsabilidade e capacidade transformadora.

O momento exige a criação de novos modelos de trabalho, produção, gestão, uso de tecnologia e das matrizes energéticas. Requer a humanização dos relacionamentos entre as pessoas, culturas e países, além de novas formas de organização social e política que dêem conta de acolher a velocidade do processo de transformação.

Ainda não sabemos fazer isso. Mas teremos que saber. E depende de nós mesmos criarmos estas condições. Em lugar de respostas certas sobre um modelo questionável, estimular e validar a pergunta, a investigação, a atuação ética. São outras inteligências em ação.

Porém, antes de começar a discutir qual a melhor metodologia investigativa, é preciso recuperar a humildade para revisar tudo o que nos parece importante, estável e imprescindível. No mínimo, abandonar posturas e abordagens que nos colocaram nesta encrenca global. A boa notícia é que há alternativas disponíveis. O outro lado da moeda é que essas novas abordagens exigem um alto grau de transformação pessoal, profissional, organizacional, social, e política.

Mas não é isso que ensinamos. O que o jovem tem ouvido sobre o mundo é mais preocupante do que inspirador. O futuro deixou de ser utopia, tornou-se uma dúvida mal formulada. Ninguém merece tanta desesperança.

Recente pesquisa realizada pela MTV apresenta resultados inquietantes. Quando pensam no futuro, os jovens citam o aquecimento global e a falta de água. Mas estas preocupações são ofuscadas por outra pauta. Os atuais campeões nos índices de preocupação da juventude são: violência, desemprego, tráfico de drogas, e fome.

Como se não bastasse, 43% dos jovens brasileiros não conhece a palavra sustentabilidade; 42% nunca ouviu falar em desenvolvimento sustentável. Por outro lado, somente 5% conhece a Carta da Terra, e 3% participa de movimentos ambientais.

É inevitável perguntar: sobre o que estamos conversando com os jovens? Preocupados com o planeta que deixaremos para nossos filhos, nos descuidamos deles.

* Regina Migliori é educadora, advogada, escritora, pioneira no Brasil em projetos de Educação e Gestão centrados em Valores, Ética e Sustentabilidade. Como Diretora Presidente do Instituto Migliori, tem realizado projetos junto a governos, empresas, e instituições de educação. Coordenou o MBA em Gestão com foco em Ética, Valores e Sustentabilidade na Fundação Getúlio Vargas. Estão entre seus clientes: Governo do Estado de Minas Gerais, UNESCO; Polícia Militar do Estado de São Paulo; Banco Real, Grupo Votorantim, Natura, entre outros; é autora de livros, CD-Rom, e programas de e-learning.
Fonte: Portal de Jorge Espeschit

Lei obriga CDC disponível em todos os estabelecimentos comerciais

Carlos Eduardo Neves

A Lei 12.291 de 2010 torna obrigatória a manutenção de um exemplar, no mínimo, do Código de Defesa do Consumidor nos estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços.
Parece ser nítida a intenção do legislador de promover a vulgarização do CDC, que já tem quase 20 anos de criação, a fim de que ele seja observado pelos empresários e, por sua vez, conhecido pelos consumidores em geral.

No Brasil, ao contrário da américa do norte (EUA) e de alguns países da Europa, a cultura dos direitos do consumidor é incipiente, não obstante os quase 20 anos de sua existência. Necessário, portanto, que o Código de Defesa do Consumidor seja mais conhecido e aplicado.

Nesse sentido, visando a tornar mais conhecido e aplicado o CDC, aduz o artigo primeiro da Lei 12.291/2010 que “os estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços obrigados a manter, em local visível e de fácil acesso ao público, 1 (um) exemplar do Código de Defesa do Consumidor.”

A intenção é boa e, por isso, deve ser aplaudida, mas, levando-se em conta que o pais tem ainda muitos analfabetos, cerca de 16 milhões, de acordo com a ASSEEC, a Lei pode não ter tanta efetividade, como outras no Brasil. Ademais, deve-se levar em conta os analfabetos funcionais existentes, que são, certamente, muitos.

Dito isso, o descumprimento da Lei dará causa à multa de até de até R$ 1.064,10 que será aplicada “pela autoridade administrativa no âmbito de sua atribuição”. Nesse aspecto a Lei poderia ser explícita quanto à autoridade, haja vista que a Lei é voltada para os empresários e consumidores principalmente.

Sem embargo, houve veto do Presidente da República, mensagem 420/ 2010, em relação à penalidade de suspensão temporária da atividade; e de cassação da licença do estabelecimento.
Constam das razões do veto que o “Código de Defesa do Consumidor restringe a aplicação das penas de suspensão temporária da atividade e de cassação de licença somente para as infrações de maior gravidade e, ainda, apenas quando houver reincidência, restando desproporcional sua adoção quando do descumprimento do disposto na presente proposta.”

Com isso, anote-se que a Lei está em vigor desde a data da sua publicação, ou seja, dia 20 de julho de 2010, conforme seu artigo 3º.

Assim, sem contar a obscuridade da Lei no atinente à autoridade que vai aplicar a punição por descumprimento, pode-se dizer que a Lei é, de início, meritória, conquanto seja singela. De outro modo, se vai surtir efeitos salutares, só o tempo dirá.
Fonte: Blog DireitoNet